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A família: um porto seguro para quem vive com dores

A família: um porto seguro para quem vive com dores

Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento das doenças crónicas, que podem conduzir a incapacidade e, consequentemente, a uma maior dependência dos doentes. É nestas situações que a família pode constituir um apoio incondicional, podendo ajudar a dar mais animo e bem-estar aos dias daqueles que convivem com a dor.

Em Portugal, as doenças reumáticas são responsáveis por 43% das causas de absentismo no trabalho e cerca de 40% das reformas antecipadas.

As pessoas com doença reumática, dependendo da doença, podem sentir dor, o que pode limitar a sua qualidade de vida e a sua capacidade funcional; em alguns casos, sentem também rigidez matinal que se traduz numa sensação de movimentos presos logo quando acordam. 

A fadiga, a sensação de cansaço extremo e a falta de energia são outros dos sintomas mais frequentes de quem sofre destas doenças. 

Estes sintomas, a progressão da doença que pode ser bastante imprevisível e, por vezes, os efeitos secundários da medicação, podem ter um enorme impacto na vida profissional e pessoal do doente. 

O desafio de ter de viver e conviver diariamente com a doença reumática pode estender-se a toda a família. O doente é confrontando com novas exigências, alterações nas suas rotinas, mudanças constantes e readaptações diversas. Tudo isto faz com que possa experimentar exigências superiores no seu percurso pessoal e, consequentemente, sofrer de maior perturbação ou ter maior risco de desenvolver sintomas depressivos ou de ansiedade. 

É nestas situações que o apoio emocional e incondicional da família é importante. Pode ajudar a aliviar as preocupações, os medos e as inseguranças, para além de ajudar a saber lidar com a doença e os seus tratamentos. Este apoio tem como principal benefício o reforço da autoestima do doente e o aumento da confiança em relação ao futuro, melhorando o seu bem-estar.

Contudo, para que possa desempenhar um papel inclusivo, a família deve procurar compreender o doente, com as suas diferenças e limitações, e, acima de tudo, informar-se sobre a doença e os cuidados a seguir. Conhecer os sinais e saber como agir é essencial para ajudar o doente. 

Para ajudar os familiares e cuidadores a prestarem um melhor acompanhamento a todos os doentes, partilhamos aqui informações sobre cada uma das doenças reumáticas (clique em cada uma delas):

Porque só informada, a família pode ser a ajuda, mas também aquele porto seguro que os doentes reumáticos tanto precisam!

Sabia que…

…Pode faltar até 30 dias por ano para prestar assistência ao cônjuge ou unido de facto com doença crónica ou deficiência. Estas faltas originam perda de retribuição e o empregador pode exigir um comprovativo de que a assistência era imprescindível e inadiável e de que não houve nenhum outro membro do agregado familiar a faltar pelo mesmo motivo. Para prestar assistência a cônjuges ou unidos de facto sem deficiência ou doença crónica, o limite anual de faltas é de 15 dias.

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