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Aprender a lidar com uma doença reumática juvenil na escola

Aprender a lidar com uma doença reumática juvenil na escola

As crianças e os jovens passam a maior parte do seu tempo na escola, pelo que este é um local de excelência para a sua integração e desenvolvimento social. Cabe aos professores e educadores ajudarem neste processo, de forma a que os mais novos que sofrem de doenças reumáticas juvenis não encarem a sua condição como um estigma, mas sim com normalidade.

Se a criança a quem foi diagnosticada uma doença reumática juvenil for devidamente orientada numa fase precoce por médicos especialistas nesta área, a maioria poderá levar uma vida dentro da normalidade. Os avanços científicos existentes já permitem várias opções de tratamentos eficazes, pelo que é possível controlar a doença, aliviar e até eliminar os sintomas e prevenir sequelas. Por isso, cabe não só aos familiares, como também aos professores garantirem aos mais novos que sofrem destas patologias uma educação de qualidade.

Neste sentido, os educadores e as famílias devem assegurar-se de que estas crianças recebem e mantêm uma educação de qualidade. Para contribuírem para a sua integração e desenvolvimento social, os pais devem sensibilizar os professores sobre a doença da criança, fornecendo o máximo de informação, como as suas características, as dificuldades, a medicação mais indicada e os procedimentos a seguir.

No dia a dia escolar é importante que a criança ou jovem seja tratado com normalidade. Este é o primeiro passo para a sua inclusão na comunidade estudantil. Os professores devem, por isso, encorajar a participação dos mais novos nos desportos e atividades da escola – desde que obtenham antecipadamente o consentimento do médico da criança -, não só para ajudar a manter as articulações e os músculos fortes e flexíveis, mas também, para possibilitar a interação com outras crianças e para promover um desenvolvimento social saudável e completo.

É importante perceber que a doença reumática provoca dor, inflamação e rigidez articular. Estas manifestações limitam a mobilidade dos alunos com doenças reumáticas, provocando muitas vezes incapacidade funcional e condicionando, assim, a aprendizagem, nomeadamente nas aulas de Educação Física. E é também aqui que o professor assume um papel vital, adaptando e flexibilizando as estratégias e os objetivos a atingir, no sentido de proporcionar o sucesso educativo destes alunos.

Esteja sempre ao lado do seu filho! Conheça os seus medos, as suas dificuldades ou até revoltas.  Ajude-o a compreender o que se passa, a lutar pelos seus objetivos, a ser responsável e independente. E a ser também uma criança ou jovem feliz na escola, colaborando com os professores.

Sabia que…

… Existem comportamentos típicos que podem chamar a atenção dos pais e/ou professores, como, por exemplo, quando as crianças não esticam ou não fletem por completo a(s) articulação(ões) ou membros afetados.

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