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Como atenuar a dor e aliviar os sintomas

Como atenuar a dor e aliviar os sintomas

A limitação de movimentos e as dores são algumas das dificuldades que os doentes reumáticos apresentam. Mas há formas de as atenuar, por exemplo, recorrendo a analgésicos e a anti-inflamatórios não esteroides. 

São vários os tratamentos existentes para as doenças reumáticas. Fundamental é fazer um diagnóstico correto o mais precocemente possível e manter acompanhamento em consulta de reumatologia. Será o seu médico reumatologista a indicar-lhe os medicamentos mais adequados à sua situação. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maior é a possibilidade de sucesso e de bom prognóstico, a longo prazo.

O tratamento das doenças reumáticas passa, muitas vezes, pelo recurso a analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides e, por vezes, a corticosteroides. Os objetivos do tratamento são reduzir a dor e a inflamação, atrasar ou parar a lesão das articulações e, por fim, melhorar a qualidade de vida. 


Anti-inflamatórios não-esteroides, analgésicos e corticoides (ou corticosteroides)

São fármacos utilizados para reduzir a inflamação (anti-inflamatórios e corticoides e a dor (analgésicos) e são importantes para o controlo dos sintomas. Existem diversas opções e muitas vezes, ao longo da doença, há necessidade de alterar o tipo ou a formulação do fármaco para melhor resposta do doente ou minimizar possíveis efeitos secundários.

O papel destes medicamentos é importante e muitos dos efeitos secundários podem ser evitados com a utilização correta e intervenções que minimizem os riscos.

Os anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) são medicamentos utilizados para diminuir a inflamação e a dor, e dizem-se “não esteroides” porque não são derivados da cortisona. 

A prescrição de AINEs tem como objetivo aliviar a dor, a inflamação, muitas vezes traduzida por “inchaço” das articulações, diminuindo assim o sofrimento dos doentes. Ao diminuir a dor, estes medicamentos podem também facilitar a realização de exercício físico e fisioterapia, ajudando a acelerar a recuperação de várias situações.

No entanto, é importante saber que os AINEs não são isentos de efeitos secundários podendo agravar a asma, a doença renal, cardíaca, hepática ou gástrica. O seu uso em doses elevadas e de forma prolongada pode também dificultar o controlo da pressão arterial. Para além disso, podem interferir com outros medicamentos, tais como os anticoagulantes, o metotrexato, a ciclosporina, o lítio, a fenitoína ou “produtos naturais”. 

Como administrar AINEs

Cada AINE tem formulações, doses e intervalos de administração próprios devendo sempre seguir-se as indicações do médico prescritor.

Estes medicamentos existem sob diversas formulações:

  • Comprimido, cápsula, granulado, pó, xarope: dado os potenciais efeitos a nível gástrico, recomenda-se a toma após as refeições; ao contrário das cápsulas, os comprimidos poderão ser divisíveis. 
  • Supositório: mais comummente utilizado em crianças ou idosos.
  • Gel ou pomada: tendo efeito local, induzem tipicamente menos efeitos adversos; devem ser aplicados sobre a área inflamada. 
  • Injetável: administrados normalmente por profissionais de saúde, poderão atuar mais rapidamente, mas não são necessariamente mais eficazes que as restantes formulações.

Corticoides

Os corticoides são utilizados num vasto leque de doenças reumáticas como a artrite reumatoide, a artrite psoriática, a polimialgia reumática, outros tipos de artrite, doenças do tecido conjuntivo (como o lúpus, as miosites e as vasculites). São também usados em várias manifestações sistémicas de várias doenças reumáticas como uveíte e doença inflamatória intestinal, entre outras.

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Sabia que…

… Não deve tomar mais que um AINE ao mesmo tempo. É recomendável a vigilância da pressão arterial, quando em uso prolongado (superior a 1 ou 2 semanas). Também poderão ser necessárias algumas análises laboratoriais, consoante a duração do tratamento.

… Quando não for necessário o efeito anti-inflamatório, é preferível usar o paracetamol como antipirético ou analgésico.

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