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Lúpus Eritematoso Sistémico: já ouviu falar desta doença?

Lúpus Eritematoso Sistémico: já ouviu falar desta doença?

O Lúpus Eritematoso Sistémico é facilmente associado à imagem de uma mancha vermelha em forma de borboleta no rosto. Nem todos os doentes apresentam este sintoma. Sabe-se que a doença afeta principalmente as mulheres em idade reprodutiva, pode manifestar-se com outro tipo de lesões cutâneas e afetar vários órgãos. 

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) afeta 0,07% dos portugueses. Trata-se de uma doença inflamatória crónica imunomediada que se carateriza pela produção de anticorpos que atuam contra as células do próprio organismo, podendo afetar vários órgãos e sistemas. Estes autoanticorpos podem depositar-se num ou mais tecidos, como, por exemplo, a pele, articulações, fígado e rins, desencadeando uma inflamação generalizada.

Não é uma doença contagiosa, nem pode ser considerada hereditária. Contudo, existe uma predisposição genética, aumentando o risco de doença nos descendentes dos doentes com LES. 

Afeta predominantemente as mulheres, principalmente no período fértil. O início da doença ocorre maioritariamente entre os 16 e os 49 anos, mas também pode surgir em crianças ou em indivíduos com mais de 65 anos. Sabe-se que o LES é mais frequente na raça africana e asiática.

A apresentação clínica desta doença é variável. As manifestações mais comuns ocorrem na pele e nas articulações. No entanto, os doentes podem ter doença mais grave, com atingimento renal e do sistema nervoso central. 

Deve prestar principal atenção a estes sinais: fadiga, febre, emagrecimento, perda de apetite, dor, edema (inchaço) nas articulações, fotossensibilidade (sensibilidade excessiva da pele à luz solar), lesões na pele, especialmente manchas vermelhas, no rosto em forma de borboleta e lesões em forma de disco. 

A investigação científica nesta área permitiu o desenvolvimento de novos fármacos, pelo que o prognóstico do LES melhorou nos últimos anos. Se diagnosticada e tratada atempadamente, a doença pode entrar em remissão. No entanto, as agudizações podem ocorrer mesmo após anos de remissão. Por isso, mantenha-se atento aos sinais e procure a ajuda de um especialista.

Se tem o diagnóstico de Lúpus, faça a sua parte: evite a exposição solar, use protetor solar durante todo o ano – a exposição solar pode  desencadear a doença e as crises –, adote um estilo de vida saudável e suspenda o consumo de tabaco.

Sabia que…

… O LES pode reativar ou agravar-se durante a gravidez, pelo que o planeamento deve ser abordado com o médico assistente. O melhor momento para engravidar será quando a doença estiver inativa há pelo menos 6 meses. Alguns fármacos devem ser suspensos durante a gravidez pelos efeitos teratogénicos que podem provocar.

… Muitas vezes os doentes com LES podem ter anemia, osteoporose, colesterol elevado e distúrbios do metabolismo dos açúcares, pelo que é recomendado o controlo do peso, a prática de exercício físico regular e uma alimentação equilibrada. 

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